CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 265
O secretário do tribunal, o escrivão ou o chefe de secretaria do juízo deprecante transmitirá, por telefone, a carta de ordem ou a carta precatória ao juízo em que houver de se cumprir o ato, por intermédio do escrivão do primeiro ofício da primeira vara, se houver na comarca mais de um ofício ou de uma vara, observando-se, quanto aos requisitos, o disposto no art. 264 .
§ 1º O escrivão ou o chefe de secretaria, no mesmo dia ou no dia útil imediato, telefonará ou enviará mensagem eletrônica ao secretário do tribunal, ao escrivão ou ao chefe de secretaria do juízo deprecante, lendo-lhe os termos da carta e solicitando-lhe que os confirme.

§ 2º Sendo confirmada, o escrivão ou o chefe de secretaria submeterá a carta a despacho.


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Resumo Jurídico

Artigo 265 do Código de Processo Civil: A Necessidade de Contratação de Advogado

O artigo 265 do Código de Processo Civil (CPC) estabelece uma regra fundamental para a atuação em juízo no Brasil: a obrigatoriedade de ser representado em juízo por um advogado.

Em termos simples, este artigo determina que, via de regra, ninguém pode comparecer a um processo judicial, seja para propor uma ação, se defender, ou realizar qualquer outro ato processual, sem a presença de um profissional da advocacia devidamente habilitado.

Por que essa regra existe?

A exigência de um advogado visa garantir alguns princípios importantes do processo judicial:

  • Ampla Defesa e Contraditório: O advogado é o profissional capacitado para analisar as leis, os fatos, as provas e apresentar os argumentos jurídicos mais adequados para defender os interesses de seu cliente. Isso assegura que ambas as partes tenham condições técnicas para se manifestar e apresentar suas razões no processo.
  • Segurança Jurídica: A complexidade do sistema legal exige conhecimento técnico para sua correta aplicação. O advogado garante que os procedimentos sejam seguidos corretamente, evitando erros que possam prejudicar a parte ou invalidar o processo.
  • Equilíbrio Processual: Em um litígio, é essencial que ambas as partes estejam em pé de igualdade em termos de conhecimento técnico. O advogado equilibra essa relação, pois o outro lado provavelmente também estará representado por um.
  • Acesso à Justiça: Embora possa parecer contraintuitivo, a presença do advogado, em muitos casos, facilita o acesso à justiça, pois ele sabe como navegar pelo sistema, quais provas produzir e quais argumentos utilizar.

Exceções à Regra: Quando se pode atuar sem advogado?

O próprio artigo 265 prevê algumas situações excepcionais em que a presença do advogado não é estritamente obrigatória. As mais comuns incluem:

  • Habeas Corpus: Em casos de prisão ilegal ou ameaça à liberdade de locomoção, qualquer pessoa pode impetrar um habeas corpus em favor de si mesma ou de terceiros, sem a necessidade de advogado.
  • Ações Populares: Cidadãos podem propor ações populares para defender o patrimônio público e social, o meio ambiente e outros interesses difusos, também sem a necessidade de advogado.
  • Pequenas causas (Juizados Especiais Cíveis): Nos Juizados Especiais Cíveis, para causas de menor valor (até 40 salários mínimos), a presença de advogado é obrigatória apenas quando o valor da causa ultrapassar 20 salários mínimos. Abaixo disso, as partes podem atuar por si mesmas, embora a assistência de um advogado seja sempre recomendada.
  • Atos isolados ou de mero expediente: Em situações muito específicas, como a prática de atos simples que não envolvam litígio ou necessidade de argumentação jurídica complexa, pode-se dispensar o advogado. No entanto, essa dispensa é restrita e a interpretação é cautelosa.

Em resumo:

O artigo 265 do CPC reforça a importância da advocacia na condução dos processos judiciais. A representação por um advogado garante que os direitos das partes sejam protegidos, que o processo corra de forma justa e que a lei seja aplicada corretamente. As exceções existem, mas são limitadas a situações específicas onde a natureza do pedido ou o valor da causa permitem a autuação sem esse profissional, sendo sempre importante avaliar a conveniência de buscar essa assistência mesmo nesses casos.